51 anos depois do primeiro número criado numa sala de aula em Caratinga, a Jararaca Alegre tem site novo e a história que você precisa conhecer.
Existe um número que a gente gosta de repetir: 50.
Cinquenta e um anos. É o tempo que a Jararaca Alegre leva circulando pelo Brasil sem pedir autorização de ninguém. Começou em 18 de junho de 1975, numa sala de 7ª série do Colégio Estadual de Caratinga, Minas Gerais. Um fanzine feito no mimeógrafo a álcool, páginas desenhadas e datilografadas em estêncil (quem ainda sabe o que é isto?), com tinta, humor e a confiança saudável de quem tem 12 anos e sente que tem algo importante a dizer.
Spoiler: tinha mesmo.
Meio século depois, a Jararaca virou coluna em jornais de três cidades, passou por revistas, participou de festivais literários em Paraty, Ouro Preto e São João del Rei, fez festa de lançamento em BH, Ipatinga e onde mais tivesse gente disposta a aparecer, e publicou Laerte, Angeli, Rui Castro e um punhado de cartunistas que hoje são lendas. Tudo isso sendo, na maior parte do tempo, uma publicação independente, gratuita, feita com amor e sem patrocinador institucional para nos dizer o que fazer.
Esse é o nosso histórico. Essa é a nossa credencial.
Por que um site novo, agora?
Boa pergunta. A resposta honesta é: porque já estava na hora. O site antigo fez o que podia (e fez com carinho) mas o mundo mudou, o formato mudou, e a Jararaca também. Hoje somos uma revista impressa, distribuída em Caratinga e enviada para quem mora longe o suficiente para não conseguir pegar um exemplar na banca ali da praça.
Mas a gente sabe que o digital chegou. E preferimos chegar junto, do nosso jeito, do que deixar o assunto pra depois.
Este site é o novo quartel-general da Jararaca Alegre. Aqui você vai encontrar o acervo de edições organizadas por década, os projetos que cresceram ao redor da revista ao longo dos anos, como a Jararaca Books, Records, Gallery, Movies, Culture e Brands e, claro, o blog onde a gente continua escrevendo sobre o que sempre escreveu: cultura, música, arte, humor e tudo que faz a vida valer mais do que o noticiário sugere.
O que não vai mudar
A Jararaca sempre foi um oásis. Num mundo que discute por tudo, a gente manteve uma posição simples e radical: aqui a gente não briga. Aqui a gente ri, lê, ouve música e celebra quem produz arte de verdade.
Não é ingenuidade. É escolha. E é a mesma escolha que a gente faz desde 1975.
Continuamos sendo o espaço onde cartunistas consagrados e iniciantes de Cordeiro (RJ), Riachão do Jacuípe (BA), Cacoal (RO) e Marituba (PA) dividem as mesmas páginas, porque na Jararaca sempre coube todo mundo que tivesse talento e vontade de aparecer. Isso não mudou e não vai mudar.
Nossas referências continuam as mesmas
O Pasquim nos ensinou que jornal pode ser subversivo e engraçado ao mesmo tempo. A Revista MAD nos ensinou que o absurdo tem regras próprias. O Circo Editorial de Laerte, Angeli e Glauco nos ensinou que cartum é literatura. E a sala de aula de 1975 nos ensinou que não é preciso pedir permissão para fazer uma publicação.
Sexo, drogas, rock and roll e outras coisas divertidas. Esse é o nosso slogan. Nos anos 70, do movimento estudantil, foi “O jornal que não aderiu ao golpe do CEC”. Depois que saímos do período estudantil, virou somente “O jornal que não aderiu”. Desde o ano 2000 evoluímos para o slogan atual, que nos descreve direitinho, e ficamos com ele.
Bem-vindo ao novo site da Jararaca Alegre
Explore o acervo. Assine o jornal. Mande uma mensagem se você também quiser publicar. A gente lê tudo e, quando gosta, a resposta vem rápido.
Jararaca Alegre. O fanzine mais antigo ainda em circulação no Brasil, agora também na internet.
(Finalmente!)